Posts tagged ‘Broch’

12/04/2010

O NÃO DITO…

por cam

(…) apenas ressoava no que não foi dito somente onde já não chega a língua, onde ela ultrapassa os seus próprios limites terrenamente mortais e penetra no indizível e abandona a expressão da palavra e – cantando-se apenas a si própria na estrutura dos versos – rasga entre as palavras o abismo angustiante e sufocante dos segundos, para, em pressentimento da morte e abarcando ao vida, nessas mudas profundidades, mostrar, ela própria emudecida, a totalidade do universo, a simultaneidade fluente, em que repousa o eterno; oh meta de toda a poesia, esplendor da língua, quando ela, por sobre toda a informação e toda a descrição, se anula a si própria, oh, os momentos da língua em que ela mergulha na simultaneidade, de tal maneira que permanece incerto se é a memória que brota da língua, ou se é a língua que brota da memória.

Hermann Broch, A Morte de Virgílio

12/04/2010

CONHECIMENTO DA MORTE…

por cam

(…) Poesia (…) a mais estranha de todas as actividades humanas, a única consagrada ao conhecimento da morte.

Hermann Broch, A Morte de Virgílio

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12/04/2010

O POETA NADA CONSEGUE…

por cam

O poeta nada consegue, não consegue dar remédio ao mal; só o escutam quando elogia o mundo, não quando o retrata tal como ele é. Só a mentira conduz à fama, não ao conhecimento!

Hermann Broch, A Morte de Virgílio

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