Posts tagged ‘Helder Moura Pereira’

30/03/2012

HELDER MOURA PEREIRA

por cam

O poeta Helder Moura Pereira recebe dia 10 de Abril na Casa Fernando Pessoa o Prémio Luís Miguel Nava 2011 pelo seu livro Se as coisas não fossem o que são.

Parabéns, Helder!

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23/09/2011

AMOR LIVRE

por cam

Leitura inesperada de Amor Livre e Outras Histórias, de Ali Smith (Quetzal, 2011): o Helder Moura Pereira, que traduziu o livro, aproveitou um almoço de mata-saudades para mo oferecer.

Emperrei de início – primeiro estranha-se, depois entranha-se – e depois lá fui até ao fim, sempre surpreendido pela fluidez da escrita (diga-se também, da elegante escrita do Helder), pelos enfoques inesperados, por um certo non-sense, por uma certa crueza e descrença nas relações entre as pessoas, a partir de pequenas coisas do quotidiano; mas, ao contrário, alguém poderá dizer alguns que este é um “livro feliz”. Ali Smith (Inverness, 1962), gosta de não-terminar as suas histórias, adia ou suspende a “moral”. Assim seja.  

02/03/2011

MARXISTA, TENDÊNCIA GROUCHO

por cam

O meu amigo António Cabrita republicou no seu blogue, uma “deliciosa correspondência entre T.S.Eliot e Groucho Marx” que foi traduzida pelo Helder Moura Pereira, por sugestão dele, para o nº2 da revista Magma, dirigida por mim e pela Sara Santos, que ele coordenou (isto foi antes, claro, do município das Lajes do Pico se ter tornado pimba…). A tradução, diz o Cabrita,  foi revista para esta postagem.

Roubei-lhe a foto, como se impunha. E fica aqui parte da dita correspondência.

Abraço, querido António, abraço querido Helder.

Caro Groucho Marx,

Escrevo para lhe dizer que o seu retrato já chegou, o que me deu grande alegria, e que, depois de emoldurado, o vou pôr na parede junto de outros amigos meus igualmente famosos, como W.B.Yeats e Paul Valéry. Não sei se me pediu uma fotografia minha por querê-la mesmo ou por mera amabilidade, mas, seja como for, enviá-la-ei logo que possa. Já mandei fazer uma das que considero melhores e nela hei-de pôr uma dedicatória que expresse toda a minha gratidão e sincera admiração. O seu retrato, de entre todas as figuras mais conhecidas que aprecio, era o que eu mais ambicionava ter e, no que diz respeito ao meu, ficarei contente se houver um cantinho na sua colecção onde possa caber.

Termino dizendo-lhe que, se e quando vier a Londres com Mrs. Marx, a minha mulher e eu gostaríamos muito de ter a vossa companhia num jantar em nossa casa.

Com os melhores cumprimentos,

T.S. Eliot

P.S.

Sou também grande apreciador de charutos, mas no meu retrato também não aparece nenhum.


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