AUSÊNCIAS, PRESENÇAS

por cam

Vivemos uma ausência, em Portugal – escrevo isto e de repente já estou a pensar que há outras, tantas, ausências na nossa pátria e eu que quero falar de uma apenas… – dizia: vivemos uma ausência em Portugal que é a de escassearem os lugares de presença da poesia e da ficção (portuguesas e outras), delas mesmas e da sua discussão. É certo que existem os blogues (como este…) – mas não é manifestamente a mesma coisa que os jornais ou as revistas em papel. Aqui, neste espaço que alterou a noção de espaço (e tempo), vivemos a voragem que lhe é própria: passamos demasiado depressa, nivelamos tudo sem critérios, etc. Estou nele, também. Pois vamos lá.

A arenga acima é para dizer a quem por aqui passa (espero que não demasiado apressados…), que neste bocado de terra cercado por mar tenho alguns livros recentes, dos quais procurarei aqui falar. São eles:

– “África. Frente e Verso”, crónica, conto, poesia, de Urbano Bettencourt (2012, Letras Lavadas).

– “Antero de Quental, a life and a morning/a vida e uma manhã”, de Emanuel Jorge Botelho, poemas, e Urbano, pinturas (2010, Publiçor).

– “Antologia Açoriana”, poesia, de João Miguel Fernandes Jorge, com desenhos de Urbano (2011, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada).

– “Caderno de Milfontes”, poesia, de Rui Almeida (2011, volta d’mar).

– “Capitais”, poesia, de Paulo Tavares (2012, sem indicação de edição, mas vendida pela Artefacto, Lisboa, Sociedade Guilherme Cossoul).    

– “Dispersão. Poesia Reunida”, de Nuno Dempster (2008, Sempre em Pé).

– “Dois poetas e um pintor”, António Teves e Emanuel Jorge Botelho, poemas, Urbano, desenhos (2010, Artes e Letras).

– “Imaginários Luso-Americanos e Açorianos. Do Outro Lado do Espelho”, ensaio literário, de Vamberto de Freitas (2010, edições Macaronésia).

– “Lagoeiros”, poesia, de João Miguel Fernandes Jorge (2011, Relógio D’Água).

– “Pedra de afiar”, poesia, de Jorge Fazenda Lourenço (1983, IN-CM).

– “Primeira viagem”, poesia, de Fernando Machado Silva (2010, Orfeu, Bruxelas).

– “Uma chávena de café que saiu do Tejo na manhã do dia sete de Julho de mil oitocentos e setenta e oito e nunca mais voltou”, “Os poetas adoram massagens”, “Ao cair subtil da tua saia”, “O mar português não sabe ler”, “Os portugueses são imbatíveis no terço”, poesia, todos de Carlos Mota de Oliveira, ed. de autor (2011, produção www.milideias.pt).

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