A BOCA CHEIA DE NADA

por cam

Enchemos a boca de ar. Um dia, rebentamos. A economia, o futebol, os filmes, as casas, as figuras “públicas”… Instalados numa espiral de ignorância, expelimos opiniões sobre tudo e sobre nada. A boca cada vez mais cheia de ar, arrotadeira, basofeira.

E o povo? Ó, o povo, como ele enche e preenche as nossas bocas, nós o povo, o povo português, o povo açoriano. Ó. Vamos ver o povo / Que lindo que é / Vamos ver o povo / Dá cá o pé. // Vamos ver o povo. / Hop-lá! / Vamos ver o povo. // Já está. (“Reabastecimento”, Mário Cesariny, Nobilíssima Visão).

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