ERNESTO SUÁREZ

por cam

Na semana passada recebi do Ernesto Suárez dois dos seus livros de poemas – El Relato del Cartógrafo (1997) e La Casa Transparente (2007). Não tendo ofício de crítico (não tenho nesse campo de gerir qualquer “lugar”), procuro ler poesia como quem sai a passear por caminhos aleatórios e sem destino certo. Nas primeiras páginas de El Relato del Cartógrafo parei na pedra do caminho onde Suárez deixou à vista el ángulo exacto de nuestra derrota. Fui com isto até ao fim do livro e voltei, Los días se vuelven eternamente / lluviosos en este viaje hacia lo incierto / como el vuelo sin sueño de la aves / seguimos una ruta que lleva al abandono. O poeta interroga-se ¿cómo cifrar las regiones del desamparo? Talvez se descubram otras geografias (…) tenaz caligrafia / para el acabamento.

Em La Casa Transparente, o poema epígrafe diz que en la tierra de sal / yace mi cuerpo (…) sobre esta tierra de sal / sobre este redimido cuerpo de sal.

Seja. Voltarei a fazer o caminho, sabendo que está el poema en las hendiduras de la palavra.

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