O RESTO HÁ-DE PASSAR

por cam

Conheci o Saramago quando em 1979 o Grupo de Campolide/Companhia de Teatro de Almada encenou a sua peça A Noite e, um ano depois, Que farei com este livro?. Ensaiávamos na velha Academia Almadense. Ensaios duros. Mais montagem e cenários. Falava pouco, embora notássemos nele alguma vontade de intervir no processo. Mas era discreto. Tinha sempre uma palavra para cada um de nós, actores, mostrava carinho por aqueles seres que partilhavam com ele a mesma natureza feita de palavras.

Quando há dois dias olhei para ele no filme do Miguel Gonçalves Mendes, foi esse Saramago que vi. Com emoção.

O resto há-de passar.

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One Comment to “O RESTO HÁ-DE PASSAR”

  1. esse trabalho também me emocionou, embora nunca tenha convivido com o Saramago. Há algo nele que foi preservado, que ele soube preservar, e nota-se bem que foi um acto consciente. Tem certamente a ver com uma procura de integridade, através das palavras, é claro. E devo dizer que me fartei de rir, também.

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