ANTES QUE CAIA DE PODRE…

por cam

Cada vez mais resvalamos por zonas de plano inclinado. Vagueamos (há quanto tempo?) numa profunda crise de valores (sociais e individuais – e nem sempre uns coincidem com os outros).

Nas eleições, a desvalorização da vida democrática tem sido demasiado visível – obscenamente presente, em muito casos infelizes e facilmente identificáveis.

Contudo, o que mais me espanta são algumas enormidades vomitadas por algumas “sumidades” em muita comunicação social. E quem são as ditas “sumidades”? Alguns políticos; auto-proclamados jornalistas, sem carteira profissional de nenhum tipo, a não ser a de condução (presumamos…); “comentadores”; ilustres desconhecidos (leia-se: malta que era ilustre desconhecida antes de aparecer numa qualquer estação televisiva e passou a ser muito conhecida, por isso mesmo, mas sem que alguma vez na vida tivesse feito alguma coisa para o ser); cadastrados (isso mesmo, sem qualquer outro qualificativo); incultos e incompetentes (idem); dirigentes dos “grandes” do futebol (idem); vedetas de telenovelas (idem); “actores” (Jesus!) pornográficos (idem, a única diferença é que não querem fingir outra coisa qualquer); todos os etc. possíveis (idem). Fora de brincadeiras: estes senhores e senhoras dedicaram-se a um (inqualificável) exercício que de algum modo deveria ser reprovável e reprovado pela sociedade: indiscriminadamente, colocaram no “mesmo saco” pessoas honestas e desonestas; cidadãos impolutos com criminosos; servidores da causa pública com ladrões do património público. Mas não sejamos ingénuos, não deixemos que nos façam passar por tolos. E, sobretudo, não nos deixemos levar pelo aspecto mais perigoso e que mais danos nos causa: pensarmos que são apenas “eles”, os outros, que são os responsáveis. Somos todos responsáveis! Os que votaram nos desonestos, criminosos e ladrões; mas também os que votaram nas pessoas honestas, nos cidadãos impolutos e nos servidores da causa pública. Como é fácil de ver, somos todos responsáveis. Com certeza: os que escolheram mal, segundo o nosso ponto de vista, são os piores. Serão, não discuto (do meu ponto de vista). Mas já discuto se não deveremos todos, seja qual for a base de partida, continuar a defender os nossos pontos de vista, depois dos actos eleitorais, em cada tempo e espaço dos nossos quotidianos. Quando digo “defender os nossos pontos de vista” quero dizer: chegar ao pé do presidente de câmara ou do ministro e dizer-lhe: “senhor (ou senhora), faça o favor de resolver tal ou tal problema que nos afecta a todos”, e não: “senhor (ou senhora), resolva lá o meu problema que eu depois voto em si, no seu Partido”.

Ponha cada um de nós a “mão na consciência”: coisa antiga mas que nos faz muita falta nos tempos que correm… É que vêm aí mais eleições e o circo tende a repetir-se – antes de cair de podre…

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