ONDE ESTAVAM OS POBRES DO EGIPTO NA REVOLUÇÃO?

por cam

O jornalista do Público Paulo Moura, em reportagem no Cairo (20 de Fevereiro último): «Nos bairros miseráveis do Cairo não há Facebook, nem empregos, nem escolas, e as pessoas mal souberam que se preparava a queda do regime. Nos cafés de Berek el Khiem ou Al Azhar e El Gamalia ninguém se lembrou de ir manifestar-se para a Praça Tahrir. Chegaram atrasados à revolução e ela agora também pouco poderá fazer por eles.»

Nesta espécie de soma de individualismos em que se está a transformar – ou já irremediavelmente se transformou – o nosso mundo “ocidental” e “civilizado”, aos pobres cabe agora aguentarem uma nova onda de rapazes de vanguarda que fazem (por eles…), a revolução. Espero que não venham a erguer nenhum “livro”, de nenhuma cor, em nome dos “bons valores da revolução”. Aliás, que estupidez, só poderá ser um tablet de último modelo, com vários biliões de cores!

De novo Paulo Moura: «Pelas ruas de terra, cheias de buracos e atapetadas com dejectos, passam carroças puxadas por burros, passeiam ovelhas e cabras. Há pó e lixo por todo o lado, bancas onde se vendem pacotes de bolachas muito velhos, lojas sem nada e talhos com carne de camelo visivelmente podre, coberta de moscas, a 45 libras (6 euros) o quilo. As vielas cheiram mal e estão cheias de crianças.»

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